NOSSAS TRADIÇÕES · RIO GRANDE DO SUL
Três cultos.
Fundamento, respeito
e pertencimento.
Nossa casa vive o Batuque, a Umbanda e a Quimbanda tradicionais do Rio Grande do Sul. Cada culto tem seus fundamentos, sua maneira de celebrar e seus ensinamentos.
Preservamos essas particularidades com a responsabilidade de quem recebeu um legado e assumiu o compromisso de dar continuidade a ele.
Conheça os fundamentos que orientam nossa prática.Clique no título de cada tradição para abrir ou recolher seu texto.
Nação Kabinda
ANCESTRALIDADE · PERTENCIMENTO · CONTINUIDADE
Nação Kabinda
ANCESTRALIDADE · PERTENCIMENTO · CONTINUIDADE
No Batuque, cultuamos os Ancestrais e os Orixás, honrando os fundamentos que sustentam nossa caminhada.
Pertencemos a uma vertente da Nação Kabinda, à qual estamos ligados há 12 anos. Seguimos o legado que nos foi ensinado por Pai Ṣàpánnà.
Honramos a ancestralidade de nossa raiz e a presença de Oya, Osala e Ode nessa caminhada, preservando os ensinamentos recebidos e a continuidade do axé.
Esse pertencimento se expressa no cuidado com os fundamentos, na reverência aos que nos antecederam e na responsabilidade com aquilo que ensinamos. Cada obrigação carrega uma memória; cada ensinamento recebido pede respeito, compreensão e continuidade.
É nessa raiz que reconhecemos nossa origem e firmamos nossa identidade religiosa.
Umbanda
CARIDADE · ACOLHIMENTO · EVOLUÇÃO
Umbanda
CARIDADE · ACOLHIMENTO · EVOLUÇÃO
Cultuamos uma Umbanda tradicional de Caboclos, Pretos-Velhos e Cosmes, vivida segundo os ensinamentos da tradição rio-grandense.
O Caboclo Ogum Beira Mar acompanha a caminhada do Bàbálórìṣà Marcelo T’Ṣàngó Omidè, e a Cabocla Yara acompanha a caminhada da Ìyálórìṣà Mel T’Ṣàpánnà Jobítòió.
Em nossa tradição, essa feitura se firma pelo cacicamento. Em 2015, o Bàbálórìṣà Marcelo T’Ṣàngó Omidè recebeu seu cacicamento, entregue pelo Caboclo Ogum Megê da Praia. A Ìyálórìṣà Mel T’Ṣàpánnà Jobítòió recebeu seu cacicamento em 2010, entregue pelo Caboclo Ogum Beira Mar.
No encontro com essas Entidades, reconhecemos a caridade como compromisso e a evolução humana como propósito. Acolher, escutar e orientar são expressões de uma espiritualidade que nos convida a amadurecer nossas atitudes e nossa relação com o próximo.
A orientação recebida encontra continuidade na vida cotidiana: na humildade para aprender, na disposição para ajudar e na responsabilidade pelas próprias escolhas.
Para nós, servir à espiritualidade também é aprender a servir ao próximo.
Quimbanda
FIRMEZA · RESPEITO · RESPONSABILIDADE
Quimbanda
FIRMEZA · RESPEITO · RESPONSABILIDADE
Praticamos a Quimbanda tradicional rio-grandense, cultuando Exus e Pombagiras nos fundamentos recebidos e preservados por nossa casa.
Exu Tranca Rua das Almas, do Bàbálórìṣà Marcelo T’Ṣàngó Omidè, teve seu primeiro assentamento em 2009. Em 2015, recebeu, em seu assentamento, o axé de Pombagira Maria Padilha das Almas, que permanece com ele até os dias de hoje.
Exu Destranca Rua recebeu seu primeiro assentamento em 2006, pelas mãos de Exu Tranca Rua das Almas. Esse assentamento permanece com ele até hoje, preservando a continuidade do fundamento recebido.
Nossa caminhada se firma na Lei de Ogum Megê da Kalunga, hoje conhecida em nossa tradição como Reino das Almas de Tranca Rua e Destranca Rua das Almas.
Vivemos esse culto com seriedade, reverência e consciência de seus fundamentos. A firmeza se revela no respeito às Entidades, no cumprimento dos compromissos assumidos e na responsabilidade com cada palavra e cada prática.
Honrar essa tradição exige conhecer sua raiz, respeitar seus limites e cuidar do legado que nos foi confiado.
NOSSA CASA, NOSSOS FUNDAMENTOS
Respeito aos caminhos.
Fidelidade à nossa raiz.
Reconhecemos que cada casa possui sua história, sua condução espiritual e os fundamentos que recebeu. Dos nossos portões para fora, respeitamos essa diversidade e a autoridade de cada dirigente em seu próprio espaço.
Dentro de nosso Ilé, prevalecem a verdade religiosa, os fundamentos e a orientação espiritual que sustentam nossa casa. Quem chega é acolhido com respeito e convidado a conhecer e respeitar essa condução.
Preservamos o que nos foi ensinado, sem acrescentar ou retirar fundamentos por conveniência. Nosso compromisso é transmitir com fidelidade aquilo que recebemos.
Respeitamos os caminhos de outras casas.
Honramos, com firmeza, o caminho que nos cabe guardar.
CONHECER É O PRIMEIRO PASSO
Há uma história e uma filosofia por trás de cada fundamento.
